sábado, 17 de fevereiro de 2018

Brincando com as estrelas: com Denilia Carneiro, confiram!



Alô galera,


Retornamos com mais um brincando com as estrelas e a nossa convidada desse mês é Baiana, mora em
Feira de Santana Ba com seu esposo e o pequeno príncipe Rhuan e também com sua cachorrinha de estimação. Apaixonada pelos livros, resolveu embarcar no mundo da escrita em 2014. Nos leva através de suas escritas, experimentar diversas formas de amar mas também odiar um personagem. Disnerds de carteirinha, Denilia Carneiro traz consigo a frase da Disney “Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade.”, dizendo relatar muito bem o seu mundo.





Olá Denilia como vai? É um prazer imenso tê-la aqui conosco.
Então, conte mais sobre seus projetos no momento, lançamentos a vista.


R:  Promessa de Amor é o livro no qual estou trabalhando na plataforma Wattpad, que foi onde tudo começou e serei eternamente grata. Também tem Proposta Indecente que foi lançado na Amazon no mês de Dezembro, ele é um Spinoff da Duologia Apaixonados, porém um livro independente.  Ainda em 2018, tenho 2 lançamentos a vista, um deles revelei apenas a capa, o outro na fase de produção. 


Sabemos que o mercado editorial principalmente para autores independentes não é nada fácil. Desde já parabenizo-a pela vitória na seleção da Hope na qual permitiu que seu projeto se tornasse de fato concreto, isso é muito bom. Mais qual recadinho você deixa para essa galera que está em busca dos seus sonhos no mundo literário?

R:  Obrigada.
Jamais desistir do primeiro NÃO. Ouvir sempre o que as pessoas tem a dizer, e procurar melhoras em cima daquilo. Tudo é no seu tempo, e algumas decisões fazem você amadurecer para o futuro.
Trabalhe sua obra com amor, e no final vai dar certo.


A pergunta tradicional que todo leitor se faz: Alguns autores costumam colocar as suas experiências de vida em suas obras. Você concorda com isso e também faz essa transição inserindo algumas experiências, algum fato ou acontecimento do seu dia-a-dia?

R: Cada um escreve o que lhe convém.  Acho super normal relatar algo que passou, tanto que em um dos meus livros, tem algo que presenciei e/ou passei.



Quem quiser seguir a Denilia:

REDES SOCIAIS



Gostaria de agradecer a todos que participaram e toparam embarcar nessa verdadeira brincadeira que foi o brincando com as estrelas. Estou muito feliz, foi um prazer passar cada mês com todos, acredito ter sido uma troca gratificante, prazerosa e enriquecedora tanto para mim como para os autores além é claro, dessa galera massa que não perdi um jogo.

Como dizem que o ano só começa depois do carnaval... 
Que  2018 venha com muitas brincadeiras e novidades no ar!

Bjos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Resenha: O Bracelete misterioso de Arthur Pepper



Arthur Pepper  é um homem comum, sem muitas perspectivas , um simples serralheiro que sempre viveu com sua mulher Miriam e seus dois filhos. Após a morte de sua esposa ele ficou empenhando no seu apego pelas coisas dela e em manter a rotina da mesma. Com uma vida simples sem luxo Arthur  se surpreende ao encontrar dentro de um sapato da esposa um bracelete de ouro.

Curioso, cheio de medos e dúvidas ainda assim, resolve investigar  e a primeira pista o leva para Índia, depois  Paris, Grã – Bretanha, ele  não imaginava que Miriam tivesse tantos segredos, para falara a verdade ele imaginava não haver nenhum. Arthur descobre que Miriam trabalhou como babá na Índia, namorou um pintor (onde posou nua), um escritor, e teve uma vida mais agitada e interessante do que o marido poderia supor. Isso fez com que ele se sinta traído, desinteressante. Porque ela o escolheu para casar?

Com uma capa maravilhosa e uma história que nos prende do inicio ao fim, O Bracelete Misterioso de Arthur Pepper nos mostra e ensina que a vida é muito curta e não sabemos quando o nosso espetáculo  irá acabar, enquanto a cortina não se fecha temos que valorizar , aproveitar todos com o qual possuímos verdadeiros laços  de amor e ternura. Por tanto ame, ria, chore, cante, dance, cante, enfim viva cada momento, cada detalhe mesmo que hoje lhe pareça insignificante. Acredite você irá se arrepender se deixá-lo passar.


”Quando Miriam sugerira, certa vez, uma semana em Londres pelo seu trigésimo aniversário de casamento, para assistir a um show, e talvez almoçar no Convent Garden, ele rira. Rira – Por que ele queria ir a Londres? – perguntou. Era suja, fedida, agitada demais e grande demais. Não passava de uma versão maior de Newcastle ou Manchester. Havia batedores de carteiras e mendigos em cada esquina. Comer fora seria uma fortuna.

- Foi só uma ideia – Miriam disse despreocupadamente. Não parecera muito incomodada por ele ter dispensado sua sugestão de imediato.
Agora ele lamentava isso. Eles deviam ter visitado lugares novos juntos, tido novas experiências quando as crianças ficaram mais velhas. Deviam ter agarrado a oportunidade de fazer o que queriam e expandir seus horizontes, especialmente agora que sabia que Miriam tinha tido uma vida mais cheia, mais excitante, antes de se conhecerem. Ele se aferrara demais a sua maneira de ser.”



domingo, 7 de janeiro de 2018

Resenha: Fazendo meu filme 1 (A Estreia de Fani)



Sem sombra de dúvida um livro que termina com gosto de quero mais...  
Eu confesso que tive um pouco de resistência para ler este livro. Quando o vi na prateleira pela primeira vez aqui num grande mercado de Salvador, achei que fosse uma espécie de manual de cinema, uma das coisas que amo.

Ao ler a sinopse vi que se tratava de um romance, mas não um romance qualquer é muito mais do que isso. Fani, protagonista dessa história nos faz reviver aquele misto de infância com adolescência, dos sonhos, dúvidas, insegurança e de como às vezes é tão difícil enfrentar o mundo lá fora, administrar esse turbilhão de sentimentos que todos nós possuímos nessa idade.  

Porém para mim a principal lição que tirei dessa história é que não são só as adolescentes de 16 anos que passam pelas situações que a Fani passa e se depara com desafios e inseguranças. Parabéns Paula pelo maravilhoso trabalho, você sem sombra de dúvida me conquistou.



Vamos agora conhecer um pouco mais sobre o livro:

Fazendo meu filme 1: a estreia de Fani é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente (o devorei em uma única noite!) e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas, e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página.

Seja a relação com a família, consigo mesma  e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país.

As reveladoras conversas por telefone ou pela internet e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. É disto que se trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades.


Espero que tenham gostado galera. Identifiquei-me muito com a Fani e principalmente com a Paula Pimenta. Quem ainda não conferiu a história de Fani corra, pois coisas melhores ainda estão por vir...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Resenha: o Escravo de Capela



O que uma fazenda pode esconder? Quem aqui não se lembra de alguns dos inúmeros contos, baseados em fábulas portuguesas e africanas que apesar de terem dado origem a mitos arrepiantes sobre criaturas das florestas, acabaram se tornando histórias fofas, infantis, a exemplo do Saci, Curupira, Mula sem cabeça, outros.

A proposta do autor Marcos DeBrito ao produzir essa trama maravilhosa e surpreendente foi reaver o terror perdido da nossa mitologia e até mesmo criar um naqueles que passaram a vida inteira embalada apenas com as fabulas contadas por Monteiro Lobato.

Recriando um Brasil colonial do final do século XVIII, utilizando-se de parte de registros de uma época, O Escravo de Capela irá fazer você embarcar num mundo sombrio, onde o sobrenatural se torna mais verossímil com toda certeza.

No ano de 1792, no auge da era colonial Brasileira, a produção de açúcar nas fazendas de cana era um dos negócios mais rentáveis da época, alem de ser controlada pelas mãos nada piedosas dos senhores de engenho no qual usava homens acorrentados, dilacerados suassem em seus canaviais em enquanto a elite gozava de toda pompa possível na casa grande.
Antonio feitor da fazenda Capela e filho do grão-senhor da fazenda Batista, aos trinta e cinco anos era de longe o segundo mais temido pelos escravos da fazenda. Sua falta de controle e a severidade de seus castigos, não desmerecendo o seu imenso prazer em cometê-los vinha trazendo prejuízos a fazenda, diminuindo sua mão de obra, o que não agradava em nada seu pai.


- Escravo aqui só tem direito a duas coisas – continuou: - Primeiro: não ter direito a nada! E segundo: não reclamar desse direito. Se tem negro que discorda, para quem ainda não sabe, domesticar os selvagens é a função pela qual tenho mais apreço.”



Ele é tão mal gente, que condenara um de seus escravos a passarem o resto da vida sem o movimento das pernas. Totalmente contrário a natureza de seu irmão caçula Inácio que apesar de herdeiro disso tudo, cultivava o direito de que todos os seres humanos devem ser tratados de forma igual, de forma humana. Batista em meio a essa batalha de controlar a impetuosidade de seu primogênito e convencer o caçula a assumir o controle da fazenda, todos viveram momentos de muito terror onde a morte com certeza será o inicio para algo totalmente assustador que lhe prenderá do inicio ao fim.

Recriando uma de nossas fábulas desde a origem, construindo sua mitologia de forma adulta, o autor conseguiu criar uma narrativa não somente tenebrosa de vingança com elementos reais e perversos, não é muito mais do que isso.
Sendo uma releitura do nosso Saci, aqui o capuz vermelho, sua marca mais conhecida é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte, usado como instrumento principal para uma trama espetacular de vingança, parabéns Marcos foi perfeito.

Vale a pena conhecer essa trama que reconta um pouco da história do Brasil, nos faz brotar dentro de si e até talvez reencontrar o medo perdido da lenda original, e tudo isso em um enredo repleto de surpresas e reviravoltas.





Resenha: Um Romance Perigoso





Sendo o terceiro romance policial de Flávio Carneiro protagonizado por André, um homem de existência instável – afetiva e materialmente- que vivia de cobrar dividas acabando assumindo a identidade de um de seus credores, o detetive Miranda, e seu inseparável amigo e assistente, o Gordo.


“Preste atenção a cor está nos detalhes: nos bilhetes, nos envelopes e no cenário dos crimes. Por onde quer que passe, o assassino deixa como assinatura um lastro vermelho de pistas.”


Essa nova história de suspense, mistério, violência e romance, elementos clássico de todo romance policial, se passa no Rio de Janeiro. Ao saber da morte de Epifânio, um escritor de autoajuda Andre “Miranda” não fica não fica triste e nem feliz com a noticia.

 Afinal, foi uma das vitimas desse popular escritor, conhecido pelas sombras como o que ele exatamente era um charlatão. Porem como todo e bom detetive começa a se fazer o seguinte questionamento, será que o autor de autoajuda sofreu uma repentina crise de consciência por ser uma fraude e resolveu dar cabo da própria vida ou fora assinado por alguém que assim como ele, já fora enganado?


Ele acaba sendo convidado para dar apoio às investigações, eis a sua chance de dar um fim a tamanho questionamento.
Para isso contará com ajuda do Gordo, uma espécie de doutor Watson, porém de um Sherlock tropical, dono de um sebo de livros raros, amigo e assistente de Andre, Clóvis um motorista de táxi que transforma uma propriedade que herdou em um motel-fazenda, antigo sonho.
Juntos iniciam a união de um complexo e inteligente quebra cabeça de pista que vai desde um exemplar usado de A irmãzinha, de Raymond Chandler, um dos maiores escritores americanos  quando o assunto é literatura policial noir, sobre a cama do quarto. Na parede, um grafite, em spray vermelho escuro, como sangue, escrito X-9. 

Todos nós aqui sabemos o significado dessa expressão, é um termo usado para traidores. Epifânio teve ligação com os militares na época da ditadura.
Ele não falava sobre o assunto, porém a mídia não perdera a oportunidade de uma ou duas vezes mencionar o fato de que o escritor levou muita gente a morte ou ao exílio nos anos 70, escritores e artistas que não eram bem vistos aos olhos do regime militar. 

Agora, o que esse passado teria a ver com esse romance “perigoso” encontrado no quarto, e que conta a história de uma moça que pede ajuda de um detetive para encontrar seu irmão desaparecido?


Só lendo para saber.



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Poesia: O importante é que seja, amor


 

 

 

Que bom seria
Se realmente e houvessem anjos zelando pelo nosso amor.

Guardiões cuja missão de vida
Seja a união de almas gêmeas separadas.

Mais no amor, nada é fácil;

É difícil duas almas ficarem juntas quando o outro vai sofrer

As vezes precisamos deixar o outro ir;

Mesmo estando com lagrimas nos olhos e coração apertado

O desejo de ver alguém feliz,
(afinal, alguém precisa ser feliz nessa história, né?)

Porque num minuto, tudo acaba;

Para no minuto seguinte renascer

Aprendi que o amor é uma coisa rara

E é isso, que o torna tão especial

Independentemente da forma de amor

Veja bem;

Sua alma pode está em um irmão

Um amigo, um filho,

Um neto, e até mesmo em um cão

Porque não?

Essa é a magia do amor...

Você ai, será que já não nos conhecemos a anos?

De onde vem: Vai tomar Banho


Olá galerinha, como vai?

Voltamos com o quadro "De onde vem?" com mais uma expressão antiga e popular. Eu particularmente cresci vendo os chamados "antigos" dizerem essa expressão, minha vó por exemplo usava muito. Quem não tem o hábito de xingar ou não gosta costumava usar essa expressão, melhor do que baixar o nível segundo os mesmos.

Para quem ainda não conhece o quadro, nosso objetivo é trazer ditados e expressões populares de todos os cantos do Brasil, expressões essas que inclusive já foram utilizadas ao menos uma vez na nossa literatura brasileira.

Você conhece alguma expressão? Sabe o seu significado? Gostaria de compartilhar conosco aqui no quadro?

Email: vocenaopodedeixardeler@gmail.com

Envie para nós!


Com vocês:


 Vai Tomar Banho                                           


Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. 
Depois das Cruzadas, como corolário dos contratos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. 
Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam.
Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".





Espero que tenham gostado, não esquece de compartilhar, seguir e curtir.

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Resenha: Destinada a você




Afonso Javier e Brisa Ribeiro estão comprometidos por um acordo selado a muito tempo atrás por seus pais e que já faz parte da sua família, um casamento arranjado a fim de conservar e até mesmo multiplicar, solidificando o império da família.

Afonso pertencente a uma família espanhola e tradicional fora ensinado pelos pais que uma das grandes honras de um homem é manter a sua palavra e apesar de ser um homem boêmio não estava disposto a quebrar esse acordo. Aproveitaria tudo que a vida de solteiro possui até o ultimo minuto.

Já Brisa, independente, braço direito do pai na empresa, inteligente, de uma personalidade forte e tão linda como uma sereia sonhava com o dia em que seria pedida em casamento mais não um casamento arranjado, como um produto mercado na feira e sim por amor, amor verdadeiro. Estava disposta a fazer de tudo para que ambos chegassem a um acordo sem precisar acontecer o tal casamento. Afinal nos dias de hoje quem se casa por acordos sem amor?


Os acordos feitos pela família Javier sempre foram honrados. Inclusive o casamento de meus pais foi fruto de um deles, embora eles se amem. Parece antiquado que atualmente haja alianças desse tipo, mas isso ainda acontece quando se tem um grande patrimônio a zelar.”



Mais um encontro inesperado pode mudar tudo. Os pais de Brisa sempre patrocinam o carnaval da Bahia e montam um camarote para convidados Vips e membros da empresa. Esse ano decide deixar a filha na frente do evento no qual brisa se sai muito bem.

Tudo está perfeito, a decoração, o Buffet, DJ, além é claro da festa gigantesca que é o carnaval da Bahia atraindo o mundo todo para viver essa magia de alguns meros dias, onde parece que problemas não existem. Lá ela ficará com Ben, um dos motivos para que o desejo de quebrar esse acordo só aumente e Clara sua melhor amiga. 
Até que dois olhos escuros lindos e marcantes encontram os seus esverdeados é onde tudo começa e o destino se encarregará de mostrar que nem tudo é o que parece.


Destinada a Você é o primeiro volume da serie o Acordo de Lucy Berhends onde no final ela nos delicia com um bônus:


 O primeiro capitulo de Destinada ao prazer: Meu vicio onde conta a história de Ben, sua amiga Clara e alguns novos personagens secundários. Já estou com os olhos vidrados acompanhando cada capitulo e você?

Também foi o livro tema da sua participação no Brincando com as Estrelas, confiram como foi esse maravilhoso encontro online.



– Ah, então minha pequena prometida está relutante? Hum, isso está começando a ficar divertido. Em quanto tempo o jato pode ficar pronto para eu partir?”


Brincando com as Estrelas mês de Outubro:
https://vocenaopodedeixardeler.blogspot.com.br/2017/11/brincando-com-as-estrelas-outubro-foi.html


Até a próxima!




Poesia: O Roubo

É assim que ela se aproxima
Passos lentos
Sorrateiros
Silenciosos

Flexíveis como um rato
Como uma velha e arranhada
Carta de tarot
Que por tantas mostra

Que se aproveita da escuridão da noite
Dos risos
Dos sonhos
Ilusões
Surrupia toda a nossa subsistência

Nos deixando muitas vezes
Um extremo vazio
Um nada

Ela ainda não sabe pois
Está sonhando que vai ser feliz.



Lindaiá Campos

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Dezembro é o mês dela: Tatiana Amaral está no brincando com as Estrelas!

Fala Galera!

Estamos de volta com o espirito natalino no ar, conseguimos trazer ela que é Baiana, mora em
Salvador é formada em administração com habilidade em Marketing.
 Amante da leitura, tornou-se escritora postando histórias na internet, alcançando assim grande público, quando finalmente resolveu se enveredar nos livros.

Dona da série O Professor, cujo terceiro livro vendeu mais de 10 mil exemplares e foi retratado no Brasil. A história fala de uma menina de 21 anos, que é inglesa, mas a família veio para o Brasil muito cedo. Apesar dela ter um pai muito rígido, cheio de regras, ela tem um objetivo, que é o de ser escritora e está muito focada nisso.
E não é só isso, protagonista de alguns programas de peso como Mosaico, Jornal A Tarde, Conversando com Bial, entre outros, suas obras já estão nas plataformas do e-book em Espanhol e em breve terá também em Inglês e Italiano. Estamos falando de ninguém menos que Tatiana Amaral.

Confira agora o nosso bate-papo:


Olá Tatiana é um prazer tê-la aqui conosco mais uma vez. Tive a oportunidade de estar com você pessoalmente no lançamento de O Amor de Todas as Formas e foi maravilhoso. Conte-nos um pouco sobre a formação desses projetos, com outras escritoras talentosíssimas a Martinha, Jc, Entre outras.

R: Oi! É um prazer imenso participar de um projeto tão interessante que valoriza a nossa literatura. Participar do livro de contos estava completamente fora dos meus objetivos para este ano. Eu tive muita resistência, apesar de saber que trabalharia com escritoras que eu admiro muito. No final acabei aceitando a proposta e simplesmente adorei. Eu já tinha uma relação muito boa com as meninas. Já trabalhei com todas em momentos diferentes. Agora estamos reunidas e eu achei que a junção deu um excelente resultado.

Tati me conta uma coisa, muitas pessoas têm discriminação tanto com escritoras brasileiras, como também acabam pré-julgando seus livros e classificando-os como eróticos, o que para quem não sabe, eles possuem sim um teor sexual, mais passam longe da pornografia. Como você ver essa situação toda e lhe dar com isso?

R: É uma luta constante. As pessoas ainda não conhecem a diferença do erotismo para a pornografia e na verdade um não desmerece o outro. Só que eu escrevo para um público predominantemente feminino, desenvolvo as cenas para elas, puxando para o erótico, que é o que pesa para as mulheres. Tenho recebido um retorno maravilhoso das minhas leitoras sobre como a relação mudou depois dos meus livros e também o quanto foi bom entender que precisam se conhecer, aprender e buscar mais qualidade na vida sexual. A cada livro meu tento puxar um pouco mais para este lado, para mostrar a mulher que ela pode, que é linda de qualquer forma, que o prazer é fundamental e que sexo não é, nunca pode ser, um tabu.

Segredos, que teve como sequencia Traições apesar de não ser uma sequência e sim uma obra independente, em Agosto em um bate papo ao vivo você declarou que iria reescreve-la porém ainda não havia previsão. Conte-nos um pouco sobre esse projeto, você pretende mudar algo nele ou apenas melhora-lo ainda mais?

R: Eu relancei Segredos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em setembro deste ano. Precisei reescrever porque ele foi o primeiro livro que escrevi e por este motivo era um livro mais cru. Quando percebi que ser escritora era o que eu queria para a minha vida, entendi que precisaria estar em constante aprendizado, então fiz diversos cursos, aprendi muito e mudei a qualidade da minha escrita. Segredos e Traições ficaram de fora, então eu precisava colocá-los no mesmo nível de escrita dos demais. Não mudei nada referente a história, modifiquei a escrita e acrescentei alguns pontos que acreditei serem importantes.

Segredos que foi reescrito e lançado na bienal (Rio), Traições sequência de Segredos, a promessa de escrever uma terceira obra, continuação dos mesmos, Miranda que promete ser mais outro estouro e sucesso garantindo no qual estou mega curiosa para conhecer, Patrício mais um personagem para roubar nosso coração (malvada! Rsrsrs) contando o outro lado da história de Miranda e o motivo de tanta introspecção, Gabriel Ross em Parati, Carter, Engravidei Agora, Mil Anos com a personagem Aurora, ufa!
Me conta como está essa loucura essa explosão de criatividade, como estão os projetos, o que você já pode nos contar?

R: Precisei reestruturar a minha vida toda para trabalhar nesses projetos. Hoje funciono como uma empresa. Tenho hora para começar a trabalhar e hora para acabar ou então não consigo cumprir os meus prazos. São muitos projetos, muita vontade de escrever e pouco tempo, mas eu espero conseguir finalizar todos até o final de 2018. Por enquanto posso contar que Miranda já está pronto, esta semana começa a pré-venda do E-book na Amazon e na próxima a pré-venda dos físicos.


Sempre acompanho o enorme carinho que você tem pelos leitores e a interação com os mesmos, amo e agradeço por isso em nome de todas as suas fãs. O que você tem a nos dizer sobre essa experiência aqui no Brincando com as Estrelas?

R: Eu nunca pensei em mim como o ponto principal em relação aos meus livros. Como leitora eu amo os livros, mas nunca fui aquela fã de seguir o autor e fazer questão de estar sempre perto. Para falar a verdade eu nem sabia que as pessoas gostavam disso rsrsrsrs. Quando meus livros começaram a fazer sucesso fiquei bastante espantada com a quantidade de pessoas que queriam estar perto, conversar, contar a sua vida e desenvolver uma amizade comigo. Confesso que tive muito medo, mas aos poucos fui me abrindo e hoje tenho grupos de leitoras que sou apaixonada, que faço questão de interagir, que sinto falta quando não consigo conversar por algum tempo com elas. No final das contas elas se tornaram amigas e talvez esse seja o melhor lado da minha carreira.


Qual a mensagem que você quer deixar para essa galerinha que brincou e curtiu tendo a oportunidade de estar mais próximo de você, mesmo que a distância?
R: Eu quero agradecer muito pelo carinho e apoio. Ser escritor no Brasil não é fácil, não é nada glamouroso, mas os leitores conseguem fazer com que seja divertido e emocionante. É muito bom saber que o seu sonho faz o sonho de muita gente.


Tati mais uma vez muito obrigada, lhe desejamos muito sucesso e criatividade para continuar nos encantando com seus livros.

Confira o seu mais novo lançamento, O Diário de Miranda:

https://www.amazon.com.br/Di%C3%A1rio-Miranda-Livro-1-ebook/dp/B0777MWQ4H/ref=sr_1_4?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1510164873&sr=1-4&keywords=Miranda


Vitrine: Porque somente os gringos?

Bom, a pergunta que não quer calar é: porque só lemos livros gringos?

Não estou dizendo que livros estrangeiros não são bons porém existem muitas obras brasileiras nas quais deveríamos dar oportunidade. Precisamos desmistificar essa coisa de que o estrangeiro é bom, é o melhor, que a gram do vizinho sempre é mais verde do que a nossa. Se formos fazer uma pesquisa dos últimos 5 anos em que, quais os melhores livros alcançaram os primeiros lugares no ranking de mais vendidos, a literatura estrangeira supera com certeza. Entretanto a culpa não é deles e sim, nossa nós os colocamos lá, nos primeiros lugares deixando a mensagem de que: a literatura Brasileira não é boa, não vende, não vale a pena investir alto em autores nativos, em turnês pelo País a fora porque não há público o suficiente. Precisamos mudar isso não acha?

Eu vou dar a vocês cinco razões para darem uma segunda chance a literatura brasileira:

1)      Porque é sempre melhor ler um livro na sua língua original;

 Na língua em que ele foi escrito, pois ao invés da Sacha que foi alfabetizada em inglês, acredito eu que todos que estão lendo esse texto foram alfabetizados em português. O português é a nossa língua mãe, por mas que todos nós desejemos aprender outras línguas (o que, claro é bom), Português sempre será a língua da nossa alma, a língua que a gente conhece, a língua que traduz melhor os nossos sentimentos. E as línguas, os nossos idiomas não são códigos totalmente intercambiáveis. Nunca uma tradução vai ser completamente perfeita de uma língua para a outra, por melhor que a tradução seja sempre vai haver falhas. Na língua portuguesa por exemplo, existem várias palavras que não podem ser traduzidas facilmente para outra língua, como por exemplo: saudade, malandro, gambiarra, bagunça, cafuné. São palavras que não tem tradução direta para outras línguas da mesma maneira que outra língua contém palavras que não podem ser traduzidas para o português sem causar um prejuízo enorme. Então, ao ler um livro português você tem sempre a certeza de que está lendo aquilo que realmente o autor quis dizer e geralmente os textos em sua língua original tem muito mais qualidade.

2)      Porque muitas traduções são de fato, muito ruins; 

Para explicar isso eu vou dar um exemplo do livro O Jardineiro Fiel que eu comecei a ler e abandonei, simplesmente porque não consegui terminar. A tradução estava muito ruim, artificial e eu não estou dizendo que o livro é ruim não, alguém ai por exemplo pode ter gostado, inclusive o autor John La Carre é muito prestigiado e tudo mais...O livro é bom, a história é boa, só que a tradução me pareceu um tanto artificial. Por exemplo, numa passagem em uma personagem chamada Helena fala para uma personagem chamada Glória a seguinte frase:


“Bem tenha cuidado com o seu querido rabo, querida.
Garotões recém enviuvados podem ser um tesão.”

Galera, essa frase jamais seria pronunciada por ninguém que fala português. Não se trata de ingenuidade, mas mulheres brasileiras não falam com umas com as outras dessa maneira, isso soa muito artificial. Esse tipo de construção talvez em inglês isso possua alguma naturalidade.

“Well, you just watch your sweet arse, honey.
Freshly widowed playboys can be very raunchy.”

Porém quando vai traduzido, se torna completamente artificial, simplesmente nós, brasileiros jamais diríamos algo como isso. Essa é uma tradução que deixa muito a desejar, fazendo com que o livro fique muito artificial. Claro que nem sempre é possível fugir das traduções. Você quer ler um livro japonês, russo, você tem que procurar uma tradução pouca gente fala essas línguas. O que eu to querendo dizer é que, muitas traduções não são bem feitas e de tanto ler esses livros esses livros com traduções questionáveis e artificiais, a gente se habitua com o modo de ler o livro português muito ruim, muito inferior do que ao português quando bem escrito por autores brasileiros podem se transformar. Você pode se surpreender com maneiras de narrar incríveis e muito mais naturais, muito mais tocantes do que essas formas muitas vezes limitadas de traduções que é o mais fácil de encontrar por ai.  

3)     A literatura brasileira é uma das melhores do mundo; 

Ao contrário do trauma que você pegou na escola, é uma das mais variadas e de melhores qualidades no mundo. Nós temos a sorte de morar num País em que temos escritores que são respeitados e estudados pelas universidades do mundo inteiro. Em muitos casos considerados como os maiores e melhores do século XX e de todos os tempos. Como exemplo podemos citar o caso do Guimarães Rocha, Machado de Assis, da Clarice Lispector. São escritores muito respeitados e estudados no mundo inteiro. E não trata-se apenas do prestigio entre os estudiosos, nós também tivemos autores muito bons excepcionais, que foram grandes sucessos de popularidade, que vendiam muitos livros porque escreviam livros para o povo, livros muito legais que antigamente eram muito mais lidos pelo povo do que por nossas gerações. É o caso de: Jorge Amado e do Érico Veríssimo que as obras deles foram adaptadas para filmes, novelas, música, eles eram muito populares. Era o caso do Incidente em Antares que na época pelo menos dos meus pais, todo mundo lia era um grande sucesso, mas hoje em dia a nossa geração não conhece, isso é uma vergonha.


         4)   Livros brasileiros falam da nossa realidade; 

     Não só da nossa realidade em quanto brasileiros mas também da nossa realidade regional e toda nossa diversidade cultural. Por exemplo, eu nunca fui a Manaus e saberia menos ainda se não fossem pelas obras do Milton Ratun, que além de ter histórias incríveis falam de uma maneira que faz com que eu tenha vontade de conhecer a cidade. A mesma coisa acontece também com os poemas e os contos da Cora Coralina que falam de Goiás. Também tem aquela questão de conhecer o Brasil do passado, como por exemplo, quando a lemos o Carneiro Vilela conhecemos o Recife antigo, quando lemos o Érico Veríssimo conhecemos as tradições das cidades gaúchas de antigamente, quando você lê a Lígia Fagundes Telles ou a Zélia Gatai você conhece melhor a cidade de São Paulo, sobre o passado dessa cidade, enfim ler literatura brasileira, é ler sobre nós mesmos. Estamos caminhando para o quito e último motivo porém, não menos importante, na verdade o mais importante de todos.

     5) Não podemos deixar a literatura Brasileira morrer; 

     Não podemos deixa-la morrer. Existem inúmeros escritores brasileiros que já escreveram, publicaram seus livros mas não conseguem vender, não conseguem serem lidos, não conseguem deslanchar. Eu acho que esse é o principal motivo para que não possamos deixar que a lista dos livros mais vendidos do mundo, estejam sempre lotadas de títulos estrangeiros. Não estou dizendo para não lerem livros estrangeiros, é obvio que não estou falando isso. Estou falando que, se continuarmos tão desinteressados assim, pela literatura que é feita aqui no Brasil as editoras vão continuar entendendo que a literatura brasileira, não vende, que literatura brasileira não é um bom negócio e vai continuar lançando por aqui em sua grande maioria, livros internacionais. E dessa forma como é que vai surgir os novos escritores, como vamos ter novas Clarices Lispector, como é que vamos ter novos Gracilianos Ramos? Pode ser que tenham vários novos escritores, escrevendo e batalhando e mandando seus originais para as editoras e simplesmente levando um não atrás do outro. Pode ser que tenha vários talentos por ai que não estão sendo desenvolvidos porque, nós aqui no Brasil não estamos dando chance para novos escritores. E só quem pode mudar esse quadro, somos nós. Não vamos deixar que os nossos gostos, a nossa história literária seja escrita por gente que, nunca pôs os pés no Brasil.

Vamos dar uma chance também, para o que sai daqui de dentro, eu garanto que você não vai se arrepender.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Resenha: Não me esqueças (Babi A. Sette)







A Lenda do castelo de Mag Mell

Um conde inglês rico e poderoso que viveu no século XV era frio, rude e pensava em seu próprio bem. Foi assim até o dia em que conheceu uma jovem que mudaria toda a sua vida. Eles se apaixonaram como amantes predestinados. Porém a jovem era uma sacerdotisa da antiga religião celta e foi perseguida, julgada e acusada pela igreja de praticar feitiçaria. Nem todo o poder do conde foi o bastante para conseguir a liberdade de sua amada. A jovem morreu como ninguém jamais deveria: queimada no fogo dos medos e da intolerância.
O conde, guiado pela paixão, encontrou um terreno isolado, no topo do mundo e no meio das nuvens. Ali, a um passo das pontas do céu, ergueu um castelo em homenagem à fé de sua querida companheira. Fez isso com a esperança de que, ao dar prova suficiente aos deuses celtas de seu amor e sua devoção, eles trouxessem sua amada de volta à vida.
Os anos se passaram e a jovem sacerdotisa nunca voltou das cinzas. O conde enlouqueceu de amor e, em sua insanidade, realizou um Ritual proibido pelos deuses. Ele usou da sabedoria celta para um propósito egoísta e bebeu da fonte da vida eterna. Sua vingança era se tornar imortal. Se os deuses eram incapazes de trazer sua amada de volta, ele iria aguardar pela volta dela.
Os deuses, enfurecidos com a ousadia do conde, castigaram-no. Ele foi condenado a viver eternamente com metade de sua alma presa no corpo de um homem e a outra metade no corpo de um lobo, com seus instintos e sua vida selvagem.”



Era com isso que Lizzie com o castelo, com o povo celta que tanto a fascinava e com um lobo que sempre virava um homem belíssimo em seus sonhos. Em 1861, aos vinte um anos o normal deveria ser Lizzie se empenhar para arrumar um noivo e se casar, era o que se esperava da filha de um conde. Porém após uma grande decepção amorosa tudo que resta é sua grande paixão – os estudos sobre a cultura celta e seu povo. Ela mergulha tão fundo nesses estudos ao ponto de trocar os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas.

Durante essa viagem ela conhecerá Gareth, um homem enigmático, líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Em meio a muito mistério, ele luta o tempo inteiro para manter as suas crenças, tradições, segredos, enfim, a segurança do seu povo.

Gareth mantém a sua vida toda sob controle sem grandes mudanças. Lizze está super empolgada com suas descobertas e explorações.  Mundos tão diferentes, unidos por uma atração irresistível os fazem viver uma paixão proibida e desafiadora, onde a vida de ambos é alterada de maneira inimaginável quando uma fatalidade transforma o sonho de Lizzie em pesadelo.

Não me esqueças nada mais é do que um convite para embarcar em um conto de fadas, sendo uma releitura da Bela e a Fera, Babi não só nos convida a mergulhar em um mundo novo repleto de encantamento que só um amor de almas gêmeas pode fazer.
Ela nos leva a reflexões muito mais profundas como o peso que uma responsabilidade, um cargo de liderança pode nos trazer. O medo do novo, o desejo de ser aceito, a insegurança. 
O modo como as vezes devido a uma eventualidade ou outra, nos trancafiamos em nosso próprio mundo, onde somos admirados, respeitados e resistimos sempre quando alguém tentar nos arrancar de lá pelo simples medo da rejeição. 
Além do eterno “Q” de historiadora característica cada vez mais marcante em seus livros, simplesmente maravilhoso.  



- Eu conheço a lenda. Diz que uma jovem apaixonada – Lizzie principiou, com o ar sonhador- pediu para seu amante um ramo dessas flores, mas elas estavam no meio do rio. O jovem se jogou nas águas para pegar as flores e presentear a amada, porém foi arrastado pelas correntezas. Antes de desaparecer, ele gritou à jovem: Não me esqueças – as duas mulheres completaram juntas e sorriram.”


Não me esqueças é o nome dado há uma linda flor de cor azul cultivada nas highlands, alvo de uma linda lenda onde prega uma mensagem de esperança para que nenhum casal de amantes precisem se separar e coincidentemente ou talvez nem tanto assim, dona do nome igual ao titulo dessa linda história de amor. Se você assim como eu, acredita na magia do era uma vez esse é o livro certo para você.





Até aproxima!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Resenha: Para todos os garotos que já amei #1




“Entre irmãs, um pacto é tudo.”


A segunda integrante do trio Suan nome dado pelas próprias irmãs, Lara Jean é uma menina doce, tímida, sonhadora. Ela vive com suas irmãs Margot que sendo a mais velha cuida de todos na casa.

Sua mãe morreu quando elas ainda eram muito jovens e Margot, Lara, Kitty e seu pai tiveram que seguir a vida sem ela. Todos levam uma vida tranquila sem grandes mudanças ou aventuras o que Lara acha ótimo, até que Margot decide cursar a faculdade na Escócia, terminar o relacionamento com o Josh e consequentemente deixar para Lara Jean o papel de cuidar da casa, e agora?

Bom, ela resolve encarar numa boa afinal o que de pior poderia lhe acontecer?

Até que uma caixa de azul-petróleo que ganhou da mãe desaparece. Mas não se trata de uma caixa de chapéu qualquer, nela são guardadas suas cartas de amor, não cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou, cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara nunca se imaginou dizer a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.

Agora imagine se algum dia essas cartas secretas misteriosamente em algum dia fossem enviadas aos destinatários?

É exatamente isso que acontece galera e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo incontrolável e ela se ver dívida entre a lealdade para com sua irmã Margot, as mil e uma peripécias armadas para não bater de frente com Josh que além de ser ex da sua irmã, recebeu também uma carta.
A descoberta do primeiro e sem sombra de dúvida mais puro e verdadeiro amor e tudo que uma adolescência tende a nos oferecer.

Foi sem sombra de dúvidas a história mais clichê, água com açúcar que gostei de todos os tempos.
Jenny Han consegue retratar perfeitamente a linguagem, a visão, os sentimentos e pensamentos de uma garota com apenas dezesseis anos.

Para todos os garotos que já amei é o primeiro volume da trilogia e pode apostar que lerei as outras.

Preparem-se para uma leitura leve, simples, romântica e até mesmo em alguns determinados
momentos, pura Jenny Han merece sem dúvida os parabéns.


Até a próxima.


Anya: Agora o que faço eu da vida sem você?

Odeio o modo como e carinhoso
Amigo
Atencioso
E pela sua molecagem me cativou
Odeio o modo como entreguei
Odeio o fato de sofrer tanto por ter perdido
Odeio o modo como você abandonastes
E o fato de ser tão seco tão frio
Por não me procurar
Odeio ver o carinho que antes era meu também....
Seu bom dia,
Como tudo acabou
Mas o que mais eu odeio
E o fato de não conseguir te odiar
Nem mesmo por um minuto
Nem simplesmente por odiar.

                                                    Anya


Enquanto folheia seus cadernos relendo poesias, acabei fazendo uma retrospectiva da minha vida. Nem sempre a gente faz a escolha certa. Ás vezes devido a nossa fragilidade, acabamos pegando alguns atalhos e vamos por eles até um determinado momento em que, vimos que não está valendo a pena está lá, viver como estamos vivendo, que aquilo não nos faz bem. Que estamos sendo alguém que não queremos ser. Não há maior insatisfação na vida do que isso, ser alguém que não gostamos de ser, sentir essa inadequação existencial, um ponto fora da curva, sentir essa falta de engajamento social. Nós podemos errar claro, somos humanos porém não podemos nos tornar o erro, pois fazendo isso acabamos deixando de ser nós mesmos e era assim que eu me sentia. Como um borrão, um caractere sem luz própria, apenas sombras, vagando por ai.

 Sabe aquela consciência de que você não está sendo o ser humano que você poderia ser? Todo esse encontro com suas antigas leituras, sonhos, ilusões fez com que com que redescobrisse quem ela era. Porque nada, nenhuma falha ou erro é capaz fazer com que deixássemos de ser quem éramos. De vez em quando isso acontece conosco também, nos esquecemos de quem somos e nunca podemos deixar que a nossa luz se apague. De vez em quando vamos fazendo coisas que apagam a nossa luz, em algum determinado momento da vida você vai perceber isso também. Ao invés de amar está odiando, ao invés de perdoar está se vingando, ao invés de crescer está decrescendo, ao invés de avançar está retrocedendo, ao invés de escolher ser quem você é, o ser humano que você pode ser, a sua melhor parte, escolheu ser uma sombra qualquer. Descobrir esse amor, essa chama que nunca se apaga, se descobrir mais uma vez essa luz maravilhosa que temos dentro de nós e nunca permitir que essa luz se apague. Se sentir que por algum motivo que essa luz está se apagando, levante e siga em frente, recomece. E eu? Vou super internalizar essa dica maravilhosa que acabei de passar para vocês (sempre fui ótima em dar conselhos para os outros, é claro).


Está sendo muito difícil ficar sem falar com Juan, confesso que ter perdido o número dele, fecha aspas, ajudou bastante, lá se vai dois meses. Achei que ele iria sentir a minha falta o suficiente para vir ao meu encontro e perceber que sempre fui o seu Tchan, mais isso não ocorreu. Com o passar do tempo, fui me acostumando e até mesmo descobrindo uma boa companhia, na solidão. Passei a escrever e ler cada vez mais o que estava sendo ótimo, uma espécie de cegueira na busca por tanta informação, era o meu jeito dizer adeus, mas sem dizer. No fundo sentia falta de um amor, mas não um amor tradicional daqueles que se ganha apenas para se perder no final. E sim, um amor novo algo tão almejado mesmo ainda sendo desconhecido. Inspiração para tantos corações românticos, para tantos versos sem resposta versos esses que esperam que alguém finalmente os aceite em paz. Resolvi viver a minha vida e parar de sofre pelos outros.

O único problema era que eu não sabia por onde começar.

 E agora que sai do transe chamado Juan, comecei a observar mais o mundo a minha volta e quando foi que as pessoas começaram a me evitar? Quando foi que a minha inteligência e conhecimento por incrível que pareça, natural das coisas (as vezes sei de coisas que nem sei onde aprendi, apenas sei que sei, vai entender) começou a incomodar? Quando foi que ao ser eu, passou a ser tão insatisfatório para sociedade? As vezes tenho a nítida impressão que só o meu respirar incomoda. Bom é nisso que dá, passar tanto tempo assim amando alguém, só acho. No início, nada disso me incomodava.  Tinha meus livros, minha escrita, minhas músicas, o prazer da minha própria companhia e o redescobrimento de mim mesma, até começar a sair de trás daquele velho balcão.

Quem simplesmente adorou isso foi a Tati. Sempre adorara a Anya apesar de serem tão diferentes, sempre fora uma amizade sincera, especial. Foi através da Tati que Anya conheceu Juan, para que foi adicioná-la naquele grupo de debate? Mais a Anya é tão articulada, sabe falar sobre praticamente todos os assuntos além de ser muito divertida com quem consegue ultrapassar aquela muralha de aço. Se sentia muito culpada por acabar inconscientemente ter colocado a amiga nessa, faria de tudo para tira-la da fossa mesmo ela dizendo que estava tudo bem, no fundo Tati tinha mais ou menos uma ideia da dimensão do estrago.


Precisaria de um plano mas não poderia ser qualquer tipo de operação. Anya era muito introvertida, até mesmo estranha as vezes e nunca concordaria com os termos de Tati, apesar de respeitar a amiga não se via vivendo do seu modo, era romântica demais para isso. Mais Tati já tinha uma ideia do que iria fazer.



Continua...




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Confira como tudo começou: https://vocenaopodedeixardeler.blogspot.com.br/search?q=Anya

Confira a trilha sonora: https://www.wattpad.com/484531360-conto-anya-n%C3%A3o-olhe-pra-tr%C3%A1s